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Lauren Cohan fala sobre o final da sétima temporada, seu último “jantar da morte” com Steven Yeun e mais
postado por Bruna no dia 29.03.17

Lauren concedeu uma entrevista ao site da Harper’s Bazaar e falou sobre o final “de partir o coração” da sétima temporada, o que as mulheres sabem sobre sobreviver no apocalipse, entre outras coisas. Confiram:

Se você pensa que o mundo real foi para o inferno, nós te convidamos a fazer um tour no mundo retratado no apocalipse zumbi favorito da televisão. A sétima temporada de The Walking Dead, do AMC, tem sido sombria – e isso está dizendo algo sobre o mundo onde hordas de mortos-vivos são basicamente adereços de cena. Sem falar da adição do maior vilão do show até agora: o sobrevivente sinistro, Negan, interpretado por um divertidamente sádico Jeffrey Dean Morgan. Negan põe um ponto interessante numa pergunta fora de questão da série – quando nós perguntamos a nós mesmos, oh, umas duas vezes desde que a roteirista Mary Shelley conjurou Frankenstein: “Então, quem é o verdadeiro monstro aqui?” A resposta ele dá com uma implacável brutalidade cavalheiresca, não é “Nós, mas…” ou “Nós, se…” É um radiante, “Nós, duh.”

Mas Lauren Cohan não vê as coisas dessa forma. A atriz possui uma habilidade de observar o lado ensolarado, mesmo se precisar forçar a vista. Em um dia nublado nas montanhas de Santa Monica, onde Cohan está sendo fotografada para Bazaar.com, ela é a imagem de equilíbrio plácido em um vestido preto e dourado da Louis Vuitton. “Eu estou na mente de uma outra versão de mim mesma, a qual pode ser bem firme,” ela diz sobre vestir os figurinos da divertida e escultural sessão de fotos. Essa ideia de firmeza é uma qualidade que Cohan tenta atualizar em sua personagem, Maggie. Se a garota da fazenda-que-se-tornou-uma-guerreira do Sul que Cohan interpreta em The Walking Dead manteve uma figura de estabilidade desde sua primeira aparição na segunda temporada do show, é porque Cohan vê Maggie como o olho na tempestade. Conforme os sobreviventes do show corriam por diversos lugares, lutando ameaça após ameaça, Maggie se tornou uma parte significante para a humanidade e pragmática em uma narrativa cada vez mais cruel.

A habilidade de projetar tamanha confiança vem da própria infância itinerante de Cohan – a agora mulher de 35 anos nasceu em Nova Jersey, passou um ano na Georgia, retornou a Nova Jersey, e então se mudou com sua família para o Reino Unido quando adolescente. O sotaque inglês está preso, assim como uma aptidão para estabelecer raízes em um novo solo. “É interessante para mim interpretar um sentimento de esperança no meio de uma tragédia,” disse Cohan. Mais do que qualquer outro personagem da série, Maggie viu a tragédia não somente nas mãos de zumbis carnívoros, mas também de seres humanos de carne e osso. Uma recaptulação, não para os fracos do coração: seu pai foi decapitado pelo poderoso Governador, de outro grupo de sobreviventes; sua irmã mais nova é acidentalmente morta por outro aspirante a déspota; e seu marido Glenn teve seu crânio tratado como um brinquedo por Negan e seu bastão de baseball na sangrenta e controversa estreia. Então, sobre o que era essa esperança?

Cohan cita uma cena em um episódio recente, no qual Maggie e Daryl (Norman Reedus) limpam o ar em torno da culpa de Daryl por ser um espectador (e por provocar Negan, um instigador) na morte de Glenn. Os fãs apreciaram a cena, que viram como uma muito necessária válvula de liberação de pressão emocional. Foi o tipo de cena que Cohan gosta também. “Dado o quão guardado [Daryl] é, era realmente bonito conseguir derrubar aquela parede”, diz ela. “Eu acho que é importante para o público ver como os personagens se apoiam uns aos outros e como eles trabalham juntos.” É aí que Cohan vê as reais apostas – “quando paramos de correr.”

Embora o show seja na maior parte guiado pelos quadrinhos em andamento que o geraram, Cohan não lê mais as novas edições. Alerta leve de spoiler: Nos quadrinhos, Maggie cresce no molde de uma líder – tendo mais controle em Hilltop, para aqueles que acompanham a trama pós-apocalíptica. “Ela sempre cresceu em conjunto com outras pessoas. Ela cresceu em conjunto com Glenn. Agora, tudo é mais sobre ela,” revela Cohan, antes de acrescentar rapidamente: “Eu odeio dizer qualquer coisa que implique, ‘Ah, sim, no meio da oitava temporada quando ainda estou viva…,’ porque eu realmente não sei se vou estar. Mas, como uma espectadora, estou animada para ver os arcos que estão sendo realizados.”

Para deixar registrado, isso não significa que perder Yeun, seu marido na tela, não foi um soco no estômago para o elenco. Cohan chama seu “jantar da morte”, a tradicional despedida do elenco para seus falecidos, de agridoce. “É engraçado quando eu paro pra pensar sobre chamá-los de jantares da morte. É uma parte tão freqüente de nossa linguagem que eu esqueci o quanto é absurdo, como espionar seu próprio funeral”, diz ela. “Nós tivemos algumas das nossas melhores noites juntos neles. Sempre há muitas lágrimas, mas também temos fogueiras e jogos e podemos dizer ao membro da família que nos deixa o quanto os amamos – e, você sabe, constrangê-los completamente.”

Yeun e Michael Cudlitz, que foram mortos de forma espectacularmente sangrenta durante a estréia da temporada, tiveram “um dos melhores hurrahs,” lembra Cohan. “Todas as meninas se juntaram para planejar. Eu reservei uma máquina de karaokê porque Steven é um grande cantor, e especialmente bom em apresentações de karaokê.” Danai Gurira, que interpreta Michonne, sugeriu que eles performassem a favorita dele – Backstreet Boys “I Want It That Way”. “Então, nós nos vestimos como os Backstreet Boys-Encontram-Abraham [O militar interpretado por Cudlitz] e reencenamos o vídeo da música… sem a pista de aeroporto.”

Na linha do enredo pós-Glenn, Maggie, que está grávida de seu filho, mostra ainda maior independência, seguindo um tema que percorre várias personagens femininas de The Walking Dead: um grito de união que diz, subestimar-nos a seu próprio perigo. Carol (Melissa McBride) rotineiramente pantomima desamparo na frente de estranhos para evitar conflitos, apesar de ser faixa preta em ser badass. Rosita (Christian Serratos) desenvolveu uma estratégia de aproximar-se dos homens ao seu redor, fazendo-se de donzela em perigo enquanto aprendia e aprimorava calmamente cada uma das habilidades de sobrevivência dos homens para seu próprio arsenal. Em episódios recentes, Maggie teve de enfrentar Gregory, o líder desajeitado da pacífica comunidade Hilltop (interpretada por Xander Berkeley como uma espécie de Michael Scott pós-apocalíptico, com uma habilidade para fazer Cohan rir durante as tomadas). “Essas mulheres são espertas por não exibirem seus pontos fortes imediatamente, elas pensam: ‘Enquanto você olhava para o outro lado, estávamos ouvindo e aprendendo”‘, diz Cohan, sobre algo que ela acredita ser verdade para muitas mulheres de hoje. “Nós prestamos atenção e nos fortalecemos.”

Cohan considera que as mulheres – e os homens – de The Walking Dead são personagens feministas, em grande parte porque “as qualificações físicas e emocionais para sobreviver a um apocalipse são naturalmente iguais,” diz ela. “Distinguir frutas venenosas de frutas não-venenosas, ser capaz de pular um carro, manter a calma sob pressão, ter o sentido-aranha para apunhalar um zumbi no cérebro a tempo. Nossos personagens são definidos por seus méritos, não seus gêneros. Me orgulho quando as mães nos dizem que suas filhas olham para as mulheres em nosso show como inspiração.”

Cohan acredita que mesmo depois de sete temporadas, um programa sobre decapitar cadáveres sedentos de sangue tem algo a dizer sobre o mundo e a humanidade como um todo. “Eu vejo tudo isso como altruísmo versus egoísmo”, ela diz sobre a tensão mais básica do programa. “Esse conflito é representativo do mundo a qualquer momento. Estamos sempre nos segurando para nos sentirmos seguros. Algumas pessoas se sentem seguras através do amor, família ou comunidade. Algumas pessoas através de exercer controle.” Depois de seis anos de perguntas sobre como ela planejava sobreviver ao fim do mundo, Cohan teve tempo de pensar filosoficamente sobre a força em números. “Algumas pessoas não operam dessa maneira, elas não conseguem entender quanta força vem de ser compassivo e de ajudar a levantar outras pessoas.”

Se o show continuar a matar tanto quanto as histórias traçadas nos quadrinhos, o final (que será exibido no próximo Domingo, 2 de abril) será grande e sangrento. Mas não é de se estranhar que o foco de Cohan esteja em outro lugar quando falamos sobre o final da temporada: “Você certamente estará com muita emoção”, ela diz depois de ter um rápido debate retórico com ela sobre se deve ou não chamar o final de “poético.” Eventualmente, ela termina por descrevê-lo como “incrivelmente agridoce, bonito, e de partir o coração.” Deixe para Cohan cortar até o osso e encontrar alguma beleza interior.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Lauren Cohan Brasil

» Lauren também realizou um belo photoshoot, fotografada por Harper Smith. Confiram:

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