Sejam bem-vindos ao Lauren Cohan Brasil, a sua melhor e maior fonte de informações sobre a atriz Lauren Cohan no Brasil!
LAUREN COHAN FALA SOBRE O GRANDE MOMENTO DE MAGGIE
postado por Dhebora Fonseca no dia 24.11.16

Neste último domingo, 20, foi ao ar o quinto episódio da sétima temporada de The Walking Dead, ‘Go Getters’. Lauren conversou com a Entertainment Weekly a respeito do episódio que marcou o retorno de Maggie e Sasha. Confiram:

“Essa é a nossa casa, então você aprender a me chamar pelo meu nome. Não é Marsha. Não é ‘querida’. Não é ‘docinho’. É Maggie. Maggie Rhee.”

BOOM! Depois de dar um belo soco na cara de Gregory, aquelas palavras não apenas se restabeleceram Maggie como uma guerreira, mas também como uma líder – e uma potencial futura chefe de sua comunidade.

O episódio do último domingo de The Walking Dead nos levou até Hilltop, aonde Maggie e Sasha viviam o luto por Glenn e Abraham, defendiam a comunidade de zumbis, e colocavam o antigo líder do lugar em sua devida posição. Conversamos com Lauren Cohan para saber sua perspectiva do episódio, e um pouco mais sobre as palavras e ações de Maggie e sua nova nêmesis.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Queria começar falando do início do episódio, perguntando como foi para você gravar a cena aonde Maggie vê o túmulo de Glenn pela primeira vez e deixa o relógio de bolso ali. Como foi – depois de filmar a cena brutal da morte – ter que voltar para aquele estado de espírito terrível novamente?

Lauren Cohan: Sim, foi bem intenso [para Maggie] mesmo vir daquele episódio [season premiere], e acordar sabendo que ficou inconsciente por tanto tempo. Maggie ficou por fora durante um tempo, e agora voltou à sua consciência com tudo que aconteceu, e se estava se perguntando se o bebê estava bem. Sasha esteve com ela, mas acordar não sabendo aonde está foi como relembrar tudo que aconteceu, ela está tentando preservar algum equilíbrio para o bebê e para sua saúde física também. Eu acho que foi isso que aconteceu, e também acho que foi bastante sobre Maggie se deixar sentir [a tragédia], relembrá-la e revivê-la. Existe muita coisa acontecendo ali.

Um pouco mais tarde, temos a cena aonde os Salvadores armam uma emboscada, atraindo zumbis pra dentro de Hilltop. Maggie, do telhado do trailer, começa a dar instruções aos moradores da comunidade de como resolver o problema, e depois entra num trator e começa a atropelar os mortos e o carro de onde vinha a música que os atraía. Antes de tudo, você pôde dirigir o trator de verdade?

Sim!!! Foi muito divertido!!!

Eu ficaria dirigindo por todo o lugar.

Uma garota da fazenda, eu sei. Foi muito legal. Bem divertido, porque foi uma pequena homenagem à família Greene. Eu adoro o fato de haver um bolso cheio de truques que você não acha que serão muito úteis mas que, na verdade, são. Tipo, nós temos alguém que possa dirigir um trator pelo campo e esmagar um monte de zumbis e um carro?

Maggie nos mostrou sua capacidade de lutar contra o seu passado durante as últimas temporadas, mas os acontecimentos recentes tem mostrado algo diferente nela, que ela é capaz de formular e implementar um plano para o lugar, o que é um passo para sua evolução como líder, não é?

Sim, totalmente. E também há um conflito ali, porque ela sabe que precisa pegar leve por conta do descolamento da placenta que está acontecendo, mas ao mesmo tempo ela não pode ficar parada assistindo as coisas acontecerem sabendo que há algo que ela possa fazer. Então sim, eu acho que instintivamente sabemos como resolver esse problema. Eu gosto de ver o início dos relacionamentos dela com os moradores de Hilltop com os quais ela está se relacionando. Foi uma solução divertida de se encontrar.

Nos conte sobre o belo soco que você deu na cara da Xander Berkeley, que interpreta Gregory. Como foi filmar essa cena?

Foi divertido porque eu sabia que essa cena vinha dos quadrinhos, e aí eu a vi no roteiro. Eu apenas pensei em como aquilo era bom para ela porque, durante o episódio, ela foi, aos poucos, deixando a raiva entrar e naquela momento, ela consegue direcionar [no soco] toda a sua raiva e luto. E socar aquele grande babaca do Gregory! [risos] Quero dizer, eu estou tentando usar palavras educadas aqui. Eu acho que ela está tentando se manter calma, fazer a coisa certa, e aí ela vê que ele [Gregory] está tentando roubar o relógio que era de seu pai e depois, de seu marido, do túmulo de Glenn.

Como foi gravar a cena? Foi bem divertido! Na verdade, nós fizemos vários takes diferentes aonde eu gritava um pouco mais com ele, mas eu amei o soco, e depois ela só diz: “É dessa forma que você vai se dirigir à nós a partir de agora, em nossa casa, e esse é o meu nome.”

É, esse momento do episódio é importante, porque ela não simplesmente diz seu nome, Maggie, mas sim Maggie Rhee. Esse momento deu um nó na garganta.

Eu sei. Veremos durante a temporada como Glenn vive dentro dela, e ele não é simplesmente colocado ali, ele aparece nas coisas mais concretas… Não sei, ainda não processei tudo direito.

O que você pensou quando leu “Maggie Rhee” no roteiro?

Foda demais. Apenas incrível. Eu acho que o que é importante para ela é que, no começo, ela vai até o túmulo e tenta absorver o máximo de força possível do lugar aonde o corpo de Glenn está, ela se comunica com ele e com o bebê, e isso cria um elo entre eles, isso é visto na conversa com Sasha, quando Maggie diz que nem tudo está perdido, isso é tão Maggie. Ela está focada, procurando forças na perda, se preservando e fazendo o que pode até encontrar outra solução. É como não ter em mente o que vai acontecer depois. Ela está tentando viver momento por momento. Eu acho que é basicamente isso que acontece durante o episódio, e isso continuará acontecendo durante a temporada até que todos se curem da terrível perda dos dois grandes pilares que Glenn e Abraham representavam.

Bem, há um outro momento muito legal, aonde Maggie dá a Enid o relógio que Hershel havia dado a Glenn. Você diz “Nós não precisamos de nada para lembrarmos dele. Nós temos a nós.” Conte um pouco sobre a relação especial entre Maggie e Enid.

Eu amo aquela cena, e aquela primeira entre as duas aonde Maggie encontra Enid e os balões nos túmulos, naquele momento eu vi que aquela era a relação das duas personagens, quando Enid pergunta a Maggie se ela está bem, e ela responde “Não estou, mas vou ficar”, porque afinal, como eu posso não encontrar uma forma de passar por isso, se você encontrou seu caminho até mim para me ajudar? É uma questão cíclica, e nós temos uma a outra para nos lembrarmos deles, é a eles que nós devemos a sobrevivência e perseverança, permanecendo de pé em memória dos soldados que caíram.

Eu devo isso [essa cena] às minhas irmãs, e a Sasha e Enid. Nós não precisamos entender o porque de ainda estarmos aqui ou porque as coisas acontecem, mas precisamos dar apoio uns aos outros. Eu amo tudo isso quase tanto quanto amo a cena do patins entre Carl e Enid. Eu acho que é o momento em que eu pensei “Meu Deus, eu amo quando encontramos essas alegrias puras em meio ao apocalípse.”

Você falou sobre a Sasha. Você e Sonequa Martin-Green vêm trabalhando juntas por algum tempo já, e já tem um tempo também que vocês duas tem alguns episódios carnais dessa maneira juntas. Como é trabalhar tão proximamente de Sonequa?

É incrível. Quero dizer, eu amo tanto a Sonequa e nós somos próximas fora de set também. O que é mais legal, para o público, de ver é que, paralelamente à Maggie, Sasha perdeu Bob, e depois Tyreese, e agora Abraham. E elas são como irmãs na mesma jornada, sabem o que precisam, sabem o que dar uma a outra quando precisam. Lembrando da época que eles estavam caminhando pelos trilhos do trem, quando estavam com Bob e procurando por Glenn, nós meio que vimos um pouco dessa relação. Ocasionalmente, nós colocamos essa relação em foco de novo, e isso é incrível. Eu amo trabalhar com Sonequa.

O que você pode nos dizer sobre o que virá a seguir para Maggie?

Em geral, o soco que ela deu em Gregory é, provavelmente, o gostinho do que está por vir. Veremos muito mais dessa Maggie. E num nível emocional, veremos ela comprometida com outros que estão tentando viver suas vidas. Glenn se foi, Hershel se foi, e ela está apenas tentando fazer o que eles fariam e o que eles a ensinaram a fazer. Então, esse é o lugar aonde Maggie está agora, guiando pessoas que precisam dela. Todos tem trabalhos para fazer e ela está entrando nesse caminho.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Lauren Cohan Brasil

espalhe esta notícia por aí!